26 Janeiro 2012

Abrasileirando a futilidade mundial

Visualize a história do Big Brother Brasil e o consentimento ou não do ato sexual. Some isso à decisão judicial em multar Rafinha Bastos em $20.000,00 para "indenizar" Wanessa e seu rebento, por ter feito uma piada em um programa de humor. Acresça minha experiência pessoal de bater boca na porta de casa (ainda hoje!!!), com um sujeito em um Golf 2001 envelopado em Contact Fosco, que ouvia uma música de muito mau gosto, obviamente em uma altura intangível. O que todas essas histórias tem em comum? Juntas, elas desenham o perfil do comportamento do brasileiro. Sim, seu comportamento, meu comportamento, nossos comportamentos, hábitos, valores.

O brasileiro é um povo fadado (ou que fadou-se) a se importar com o que é menos importante. Trocando em miúdos: somos um povo fútil. Sou avessa a generalizações. Conheço centenas de projetos bem intencionados, de pessoas engajadas, de ações do bem. Eu mesma sempre que posso abraço causas que acredito e toda ação voltada para o bem, é sempre muito bem vinda. No entanto, não somos um povo educado para viver coletivamente.

A priori, porque somos capitalistas, muito consumistas, mesmo vivendo em um país de miséria e fome. Como podemos ser um dos maiores compradores de lixo tecnológico (caríssimo) oriundo do primeiro mundo e o mesmo tempo, atacamos um assentamento em uma grande cidade do estado de São Paulo com gás, fogo e violência física, independente de haverem ali crianças e mulheres? Jogue a primeira pedra quem não se pegou debatendo sobre o caso nefasto do BBB 12, que tomou proporções tão gigantes que nem a experiente direção do programa soube como gerenciar. (Bial é uma piada narcótica, sempre dopado apresentando todo aquele lixo e citando Brecht, Bukowski e Hemingway.).

Somos, mesmo que involuntariamente, parte integrante desse show de horrores. Porque se gostamos, somos massa de manobra midiática. Se não gostamos, também. E precisamos, (dizem que precisamos) sempre ter uma posição formada sobre tudo. (Nada de metamorfose ambulante, hein...). Discordo. Como podemos criticar e condenar o comediante que fez piada, justamente porque fez piada? E como a lei funciona rápida e indelével ao julgar procedente uma causa recente e supérflua como a acionada pela cantora internacional (rarara), esposa de playboy e neta de Francisco, Wanessa? (Já tentou dar entrada em um pedido de alvará? Boa sorte, você não é neto do Seu Chico).

No mais, independente da procedência da dita "causa", vinte mil reais é troco de padaria pra senhora Buaiz. Espero que ela tenha comprado muitas cestas básicas e distribuído por aí. Caso contrário ela é tão idiota (ou mais) do que a piada de Rafinha Bastos. Também não somos educados para viver em sociedade. Jogamos lixo o chão, ocupamos vagas de idosos, ouvimos música em som estridente em nossas casas, carros e porque não, nossos celulares. E mesmos que não façamos tudo ao mesmo tempo, de vez em quando damos uma escorregada na civilidade, porque a moral que vale nas ruas, nos empregos, no lazer do brasileiro, é a de que, quando ninguém está olhando, pode. (Por mais que muitos pouco se importem de alguém estar olhando, ou até prefiram ser alvo voyeur - vide BBB).

A pior parte do todo: não sabemos falar e muito menos escrever nossa língua direito. Não queremos assistir o jornal que fala da politicagem e forma opiniões. Não queremos discutir sobre isso. Não recebemos nem damos apoio a produção intelectual, seja ela feita através do humor ou da ciência. Não queremos os desastres e a miséria, só damos atenção ao morticídio dos pobres depois do fato consumado. No entanto, discutimos calorosamente a piada mal colocada, a bunda mais gostosa, a roupa de fulana, o barraco da novela.

Novidade alguma, certo? Mais do mesmo. Mais da cultura brasileira. Mais do carnaval, do futebol e das pseudo-mulheres de corpos saradíssimos rebolativos em retalhos ínfimos no Carnaval. (E no resto do ano...).Mais da dona de casa enlouquecida porque quer o peito assim, a bunda assado, o cabelo assim-assado. Do homem que busca fora de casa a gostosa da TV e acaba comendo qualquer outra. Mais da menina de 11 anos fazendo sabe-se lá quantas velocidades do "créu" no baile funk e no banheiro da escola com meninos e meninas, ora bolas. Mais do cultuado ser moderno que se confunde com ser fácil, descartável, dispensável. Mais do Brasil, esse Brasil de sempre: de "presidentas", de mulheres de todos os sabores, de androgenia e homens adeptos da violência non-sense. De BBBês, humoristas emudecidos e vizinhos sem educação. De pessoas como eu, como nós. De pessoas como você.

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12 Novembro 2011

Soneto de Empregabilidade


Diante dos últimos acontecimentos, tenho sentido uma vontade incontrolável - ou condenável - de profanar os versos do tão belo "Soneto de Fidelidade" de Vinicius de Moraes em uma paródia. Um tanto brega, como qualquer paródia, tanto quanto criativa, vamos admitir.
Bem meu caro Vini (se me permite a intimidade e se é pra ser brega...), eu perco o romantismo, mas não perco a piada!

Soneto de Empregabilidade

De tudo ao meu patrão serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face de um melhor provento
Na sua empresa eu aspire a um bom aumento

Quero favorecê-lo em cada vão procedimento
E em seu favor hei de empregar o meu conhecimento
E receber meu salário e atingir minhas metas
Na sua folha ou seu faturamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe o desemprego, angústia de quem trabalha
Quem sabe a aposentadoria, fim de quem tem carteira assinada

Eu possa me dizer do emprego (que tive)
Que não seja estável, posto que é privado
Mas que eu esteja motivado enquanto dure

Marcos Sá
Adaptado do "Soneto de Fidelidade" de Vinícius de Moraes

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16 Outubro 2011

Um gênio ou apenas um babaca que deu certo?


Salve, salve... Já estava com saudades de escrever... Após minha demissão e o quase fim deste blog, estamos de volta! Muito obrigado, chefe Richard!

Bom, nem sei se podia falar isso aqui, mas a ideia do chefe - prontamente acatada, por ser uma otima ideia! - é a de fazer um assunto semanal. E ele deu o pontapé inicial, neste texto aqui! E como vocês podem observar, o tema proposto é falar sobre alguém que os escritores achem um gênio.

É claro que o Steve Jobs foi um gênio. É claro que sou um fanboy e tenho alguns gadgets Apple. Mas não é dele que quero falar... O assunto, na verdade, está esgotado... Todos já leram tudo sobre ele. De exageros a verdades.

Então, após muito refletir, decidi falar sobre o pra lá de polêmico, Charlie Sheen! Se você o acha apenas um idiota, melhor parar de ler aqui.

Carlos Irwin Estevez, 46 anos, filho de Martin Sheen, é um dos grandes gênios dessa nossa época. E por quê? Oras, meus amigos. O mundo está cada vez mais fresco... Isso mesmo: FRESCO! Não se pode mais falar de absolutamente nada! Tudo agora é atacado pela patrulha do politicamente correto. Do politicamente chato! E a figura do homem macho, quase homem das cavernas, que tenta conquistar todas, que bebe, que faz e acontece, que xinga, aquele típico cretino imbecil, com doses carregadas de misoginia, está cada vez mais em extinção. Charlie - o Sheen e o Harper, personagem de Two And a Half Men - sobrevive a isso.

Pois bem. Chegamos ao ponto. Charlie Sheen fez praticamente uma sitcom inspirada em sua vida, conseguindo com isso, ser o ator mais bem pago do mundo! Se isso não é ser gênio, não sei mais o que é. Então quer dizer que qualquer um que faça uma dinheirama, é gênio? É óbvio que não! Gênio, como bem define o dicionário, é aquele que inspira artes, paixões, vícios e que deixa um legado. Como eu disse anteriormente, em um mundo cada vez mais chato e politizado - HIPÓCRITA mesmo! - Sheen é um remanescente único. Sua biografia, digo, seu seriado, é um dos que mais fizeram sucesso no mundo. Isso mostra que por mais que tenhamos tanta patrulha, das feministas aos politicamente chatos, ainda existe essa imagem idolatrada e velada do MACHO, do Neandertal adormecido!

Não se enganem, caros leitores (alguém leu até aqui?). Mulheres gostam sim, por mais que não admitam, do homem que exala testosterona. Do cafajeste. Daquele tipo que não é facilmente domado.

Charlie Sheen teve seus problemas sérios... Usou e usa muitas drogas, agrediu fisicamente muitas mulheres, vive com prostitutas, mas é idolatrado... Ele povoa o imaginário de grande parte dos homens e deixa grande parte do sexo feminino balançada... E não estou falando aqui de beleza física, não... Estou falando do jeito de ser! E, depois de tudo que conquistou, de todas as mulheres, bens materiais e de conseguir ser o ator mais bem pago, ele simplesmente mandou seu chefe se f*der! Mito! E depois disso, amigos... WINNING! Fez um twitter e entrou pro Guinnes ao alcançar a marca de um milhão de seguidores em apenas 25 horas. E sua saga continua... Quem não queria, nem que fosse por um mísero dia, ser Charlie Sheen?

Sheen é o babaca genial de nossos tempos.

@AdvStig

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13 Outubro 2011

Mais do mesmo da semana: Steve Jobs



Impressionante a quantidade de informação que li sobre Steve Jobs nesta última semana. Talvez quem não conhecesse o fundador da Apple e criador dos i’s da vida, agora conhece. Tenho lido sempre a mesma coisa, cada um tentando dar um ângulo diferente, mas não passa daquilo: um gênio que mudou os rumos da tecnologia.
Sou alguém que detesta figurinha repetida, detesto que todos no Twitter falem o mesmo assunto, que todas as revistas e jornais abordem o mesmo assunto, mas é inevitável. O problema é sobre o que e como escrever. Mais do mesmo é sempre mais do mesmo, sempre dizendo que Jobs foi um gênio, que Jobs foi inovador, pensou na família e amigos e que adorava Beatles. Ok, algo mais?

Não sou jornalista e nem quero, mas sou consumidor de informação. Se tivermos que falar algo, que seja algo diferente, é a mesma coisa que dizer “nos dias de hoje”... É por isso que vivo folheando rapidamente os jornais e revistas, e logo corro para ler blogues: alguns, porque a maioria entra na onda e escreve mais do mesmo.

O Wikipédia e sua biografia estão aí para detalhar quem foi Steve Jobs, não façamos do nosso canal de comunicação um emaranhado de informações repetidas. Quem sou eu para tentar ensinar algo a vocês? Jornalista não, como eu disse, um consumidor de informação. Crie, pense, veja em ângulos que ninguém ainda alcançou. Quem sabe eu e outros consumidores gostemos da sua maneira de ver as coisas e comece a parar de reclamar.

O mais interessante nisso tudo é que os famigerados macfags pararam de comentar. No começo foi aquele abalo – eu também me abalei, me achei estranho com a situação, saber da morte de alguém é algo estranho, seja quem for. Mas estava feito, detalhar a vida depois da morte é vender jornal, é se sair bem nas buscas no google, não é realmente uma empolgação para escrever.

Tenho meus líderes, aqueles que me influenciam e me ensinaram tudo que eu sei profissionalmente – e até o que não fazer na vida pessoal. Talvez quando eles morrerem eu fique durante dias escrevendo sobre, refletindo a respeito ou até chorando bastante, mas Steve Jobs não me ensinou nada diferente do que, por exemplo, Jack Welch – o grande CEO da década de 90.

Ele é diferente, revolucionou, tem seus méritos, mas não me influenciou em nada. Pense nos líderes que você tem perto, aqueles que te ensinaram, teus mestres, chefes, pais, professores, amigos, irmãos, pensem naqueles que te influenciaram em certo momento na vida: eles são mais importantes.

Deixa o Steve Jobs com os jornaleiros mais do mesmo.

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11 Outubro 2011

Voltamos: agora para ficar!


Em meados de junho resolvi reativar o Antes da HORA. Quem é leitor antigo deste blogue sabe que o mesmo vive passando por metamorfoses, hiatos, exclusões e momentos inspiradores. Sabe também do meu esforço de continuar com ele, pois foi o blogue que me deu mais alegrias, que mais conheci gente nessa internetês. Ele não poderia ir embora assim, não sem voltar a ser grande (grande no meu ponto de vista).

Comecei a pensar como seria a nova moldura do blogue, primeira coisa que pensei foi: quem vai escrever aqui? Resolvi montar uma nova equipe. Eu agradeço de coração a todos que já passaram por aqui, seus textos continuam firmes e fortes, polêmicos ou não, engraçados ou não, bem feitos ou não. Muitos fizeram parte desta história e não quero faltar com consideração.

Então, quem chamo para colaborar? Resolvi chamar polêmicos, amigos da internetês ou pessoais, mas que têm como característica marcante a personalidade forte e a polêmica em seus poros. Claro, pessoas que adoram pensar e discutir sobre qualquer assunto. Com o tempo cada um vai se apresentando, mostrando a cara e seus textos bombásticos: é isso que eu espero de verdade.

Os amigos e colaboradores Marcos Sá, Igor Nicácio, ADV Carlos, Amanda Amorim, Dani Marchese e eu somos a nova equipe Antes da HORA. Gostaria de agradecer por estarem aqui, vocês leitores, colaboradores, paraquedistas, minha mãe, a Xuxa, enfim, todos que me fizeram reviver este espaço.

É bom estar de volta!

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10 Setembro 2011

Estamos nos organizando...

E quando falo nós, somos nós mesmos...

Acho que em Outubro as coisas por aqui começam a funcionar... a equipe já está montada, faltam ajustes.


Até mais ver!

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13 Junho 2011

Iniciando tema - Emprego Público ou Privado?

Qual sua opinião? Qual seu foco hoje: concurso público ou investir na carreira privada?


O que dá mais garantias e retornos?

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