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15 Março 2010

A Poesia de Paulo Jorge Magalhães Rodrigues

Passei 6 meses gerenciando uma Loja de Gráfica Rápida e Venda de Cartuchos, só não digo que foi a PIOR experiência da minha vida por algumas pessoas que conheci nessa época, uma delas é o Poeta e amigo Paulo Jorge.

Lembro que ele chegou um dia para usar os PC’s da loja e me pediu uma ajuda, queria colocar os seus vídeos, suas poesias, suas produções na internet,  no Youtube. Obviamente que eu o ajudei e a partir daí conversamos bastante sobre a vida, as nuances do universo, muita coisa interessante.
Daí que essa semana recebo um e-mail dele falando-me que colocou novos vídeos no Youtube.
As poesias dele falam sobre a Natureza, o Universo, Deus, Vida. É um belo trabalho e deve ser visto e comentado.

Abraços Fraternos ao Paulo Jorge!
 

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12 Março 2010

Por que todo Carnaval tem seu fim?

É triste, mas é verdade! (Eu sei, repito demais essa frase, mas seu eu gosto dela?)  Todo Carnaval tem seu fim, tudo tem seu começo, meio e fim. NÃO, o Antes da HORA não vai acabar, não precisam chorar (ou chorem por isso), falo de 4 parceiros que fecharam as portas nesses últimos dois meses, fora os outros que não têm atualização há seculo et seculorum.

Vi uma reportagem sobre o fim da Banda Cordel do Fogo Encantado e comecei a lembrar de tantos bons projetos que deveriam durar para sempre, mas infelizmente chegam ao seu fim.

Talvez, ironicamente, o fim de um projeto crie finalmente o seu legado, crie “The Legend” que todos precisavam, mas nem sempre é assim, Beatles acabaram e viraram lendas, mas Los Hermanos acabaram e tinham que voltar porque banda boa é banda viva (sei que alguns vão me matar pela comparação, mas eu gosto deles e zéfini).

O AOE chegou ao fim em fevereiro, salvo me engano, um blogue como aquele tinha que existir para sempre, o tanto de conteúdo interessante que aquela galera ainda criaria era imenso, mas o projeto pifou e acabou, mesma coisa aconteceu aos Bondosos do Benito.

Ainda bem que existe vida após a morte também para essas bandas, blogues, projetos e afins, ainda bem que existem blogues como da Luma e do Cardoso que estão há séculos trazendo conteúdo de primeira, e o Antes da HORA continua assim, meio parado, meio andando, mas vivo.

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04 Março 2010

Bem que ele estava certo…

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Dez horas de internet por dia, total envolvimento com tudo que se passa, criatividade e ociosidade à flor da pele, interação total com seus leitores, seus autores preferidos, o belo encanto isso tudo nos oferece.

De repente o impacto, seu tempo de navegação é reduzido drasticamente e você sabe, sabe muito bem que a atenção que davas ao blogue, twitter e às outras ferramentas sociais ACABOU. Como conduzir? Desistir? Ser mais um que foi, destacou-se e caiu no limbo?

Qualquer que seja a decisão tomada, sabes que nada será como antes e que terás que arrumar um jeito para não abandonar de vez o barca, all right?

Está não é mais uma fórmula mágica tentando te ensinar comofas para ser um blogueiro bem sucessido, é mais um agradecimento à Luma que postou esse comentário no último post, juntando a uma saudade imensa disso tudo aqui e a vontade de escrever algo, mesmo que não seja o melhor conteúdo, totalmente marcado, batido e descompassado, mas é o MEU JEITINHO.

Como diz o velho ditado, o mais rápido ou o maior só se fode, o negócio é se adequar logo ao novo, né Darwin?

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19 Fevereiro 2010

Notícias do Tim e não da TIM, ora bolas!

Por Richard Plácido

TIM E BANDA

Estão com saudades? O Antes da HORA por “n” motivos deu uma bela duma parada, eu sei, nós da equipe sabemos.

Hoje não tenho nada especial para mostrar a vocês, apenas pedir desculpas pela ausência nossa de cada dia e que em breve as coisas se normalizarão, eu acho.

Quero confidenciar a vocês que até dá tempo de escrever algo, mas a distância do Twitter e das novidades que cerca o nosso mundo me deixa um pouco receoso de ser o corno da noticia, ou seja, o último a saber e a comentar.

Não podemos abandonar um projeto tão interessante como o Antes da HORA, mas tudo que é novo e interessante temos que mergulhar de cabeça, fiz isso aqui antes e estou fazendo nos meus projetos profissionais hoje.

Enfim, até mais para vocês! Às vezes apareço no twitter quando consigo usar o PC noturno e sorrateiramente.

Ah, obrigado amigos do Twitter por lembrarem de mim e pedirem minha volta. Fico feliz de verdade!

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06 Fevereiro 2010

Marley e eu, my Darling!

Por Richard Plácido

Ah, como ele adorava essa palavra! Tirando Love, Peace e Reggae. Darling foi uma das palavras mais usadas por Robert Nesta Marley.

Antes eu acompanhava o aniversário de vida e morte do Rei como se fosse de um grande amigo, hoje em dia nem tanto, mas ainda fico emocionado quando escuto qualquer coisa relacionando a Marley.

Putz, acho que Bob Marley foi o meu primeiro ídolo musical, e você bem sabe, só não sabe melhor que a @Lou_Von safadenha que o primeiro a gente nunca esquece. Comecei a gostar de Bob de uma maneira estranha. Estava assistindo Os Simpsons e no final do desenho algo me chamou muito a atenção, uma batida diferente, um ritmo contagiante e eu fiquei LOUCO para saber o que era aquilo e quem era o homem de voz tosca, mas totalmente rítmica.

Pois é, esse homem era Robert Nesta Marley, o Grande Bob Marley que hoje completaria 65 anos, talvez estaria em Trenchtown, talvez na África como ele sonhava, mas não imagino minhas influências musicais sem ele, não imagino.

Época de colégio conheci um dos grandes amigos que tenho nessa vida, Darlan Nesta Marley! Nos tornamos unha e carne, Marley e Tosh, nos tornamos irmãos e, entre tantas coisas em comum, tínhamos o AMOR pelo Bob Marley. Não era uma questão de gostar de Reggae, era apenas Bob, nada mais e nada menos.

Lembro que pouca gente gostava e passávamos muito tempo traduzindo letras, cantando, batucando, lendo, vivendo e se inspirando nas palavras do Grande Mestre.

Marley influenciou muito a maneira que nós víamos a vida, sabe-se bem que na época de adolescente as influências de grandes pensadores transformam alguns e desencaminham outros. Se enganam aos que lêem que Darlan e eu nos envolvemos com coisas erradas, pelo contrário, a filosofia de Marley nos mostrou um mundo amplo de possibilidades, de escolhas, do bom e do ruim, do amor à humanidade, aos seus irmãos, da busca pela paz e pelo carinho a sua Darling, a sua amada.

Enfim, acabamos o Ensino Médio, aquela previsão mais acertada de que jamais seriamos tão amigos como éramos naquela época estava chegando, sabíamos que os caminhos iriam fazer nos distanciar e Redemption Song’s foi a canção final dessa trajetória tão lúcida, mágica e emocionante. Lembro bem do Darlan tocando em um corredor da Fundação Bradesco a tal canção da Rendenção, aquele comecinho enigmático, aquele tom de tristeza, de partida, as lembranças me emocionou e me emociona até hoje.

Atualmente escuto pouco Bob Marley, parece não valer muito a pena sem meu grande amigo para compartilhar os Backings vocais ou ele cantar e eu fazer os instrumentos, a batida. Cantar no Ponto de ônibus I Shot The Sheriff, ter que ficar meia hora explicando para todos que Bob Marley não era sinomino de malandragem e nem de apologia as Drogas. Fica a saudade do Marley e eu, fica a certeza que a amizade nunca chega ao fim e eu que os ensinamentos do MESTRE nunca serão esquecidos.

Love, Peace e Darling.

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O aspecto psicológico do corte de cabelo nas mulheres (ao menos nesta mulher)


  
Sempre que fico triste corro para o salão e corto curto o cabelo. Não chega a ser uma mania ou algo obsessivo, mas uma atitude que me causa um prazer saudável e me faz mudar o foco dos pensamentos.

Lembro-me de uma fase em que cortava meus cabelos quase semanalmente, uma franja, um repicado, um detalhe aqui e ali, era uma insatisfação recorrente, um desejo de mudança, de descoberta do Eu.

Por muitos anos mantive longas madeixas românticas, onduladas e displicentemente desalinhadas, que, embora conferissem um certo ar sensual e brejeiro, também imprimiam uma apatia provinciana (que não se ofendam os interioranos, pois vivi metade da minha vida no interior e cultivo com certo orgulho meu lado caipira). Após uma daquelas mudanças radicais que a vida teima em imprimir em nossas vidas, decidi pela igualmente radical mudança de visual, posto que, embora ainda admirasse os longos cachos que desciam até minha cintura, eles já não refletiam minha personalidade, e a imagem no espelho parecia cada vez mais estranha aos meus olhos.  

Alguns vêem o “cortar o cabelo” feminino como espécie de auto flagelo, mutilação, negação da sexualidade. Mas, no meu caso específico, eu encaro essa atitude como uma busca pela reafirmação da minha essência, da minha força interna e ousadia, que gosto de expressar através do comprimento dos cabelos. Manter os cabelos curtos – mais do que modismo - ainda guarda uma espécie de rebeldia gostosa, de romper paradigmas e padrões sobre feminilidade, assim como na década de 20 o surgimento do corte la garçonne (nosso “joãozinho”) imortalizado por Coco Channel, representou um marco da mudança no comportamento feminino, revelando uma “nova” mulher, emancipada, mais independente e disposta a abandonar as cozinhas para assumir os escritórios.

Claro que a modernidade e a independência de uma mulher residem em sua alma, não nos seus cabelos, mas a opção por um corte é uma clara expressão de sua personalidade e valores.

“Não se pode mais dizer
Que a mulher, ó que atrevidos,
Tem as idéias muito curtas
E tem os cabelos compridos”

Américo F. Guimarães e Pedro Sá Pereira

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